quinta-feira, 10 de outubro de 2013



Autonomia na Educação a Distância


 
A necessidade de formação de alunos autônomos torna-se uma constante, sobretudo na Educação a Distância (EaD), modalidade de educação que vem ganhando significativo espaço notadamente no Brasil e no mundo como modalidade de educação capaz de equacionar o desafio de um aprendizado contínuo, centrado no aprendente, crítico, reflexivo, inovador, flexível fazendo frente às barreiras de tempo e espaço e ajustando-se às necessidades e demandas contemporâneas.

Por educação a distância entende-se o processo de ensinar e aprender que está mediado pelas tecnologias da informação e da comunicação (TICs). Esse processo acontece sem que seus protagonistas, professores e alunos/as, estejam juntos e interagindo no mesmo espaço e tempo, como ocorre na educação presencial. Deste modo, esta modalidade educacional demanda a reelaboração dos papéis de professores e alunos nos processos de ensino e de aprendizagem. Nos dizeres de Moran: “o professor se torna um supervisor, um animador, um incentivador dos alunos na instigante aventura do conhecimento” (Moran, 2009).

A EAD representa no cenário educativo atual uma prática social, de interatividade e de aprendizagem autodirigida (Belloni, 2006). Dentro desse enfoque, prioriza-se, a construção de saberes articulada às experiências vividas em módulos temáticos que proporcionam a aprendizagem autônoma dos estudantes de diversas idades, em grupos ou individualmente.

Nesse sentido, segundo Valente; Prado; Almeida (2003), as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) fornecem a EaD possibilidades de operar promovendo a integração entre os professores e alunos e aluno-aluno, sendo mais dinâmica, atrativa e possibilitando o desenvolvimento e exercício da autonomia por parte dos alunos.

Principalmente na EaD o aluno precisa ser incentivado a desenvolver sua autonomia para garantir a condução e efetivação de sua aprendizagem, haja vista que não dispõe do acompanhamento docente presencial e direto para realizar seus estudos. A construção do material didático, a estruturação das salas de aula virtuais, a escolha e utilização dos artefatos disponibilizados nos ambientes virtuais de aprendizagem, o profundo conhecimento da turma, avaliações planejadas e continuadas e feedbacks constituem medidas de caráter sine qua non ao bom desenvolvimento de uma disciplina, ajudando a estimular a atitude autônoma e pesquisadora dos aprendentes.
Em razão dos atores envolvidos no processo de educação a distância – professores, tutores e aprendentes – interagirem em momentos e espaços distintos, o estudante precisa ter a clareza de que deve dirigir seu processo de aprendizagem desenvolvendo suas capacidades de articulação, disciplina, investigação e construção do conhecimento a partir dos conteúdos apresentados e das ferramentas de pesquisa à sua disposição (a exemplo da Internet).

 

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