A necessidade de formação de alunos
autônomos torna-se uma constante, sobretudo na Educação a Distância (EaD),
modalidade de educação que vem ganhando significativo espaço notadamente no
Brasil e no mundo como modalidade de educação capaz de equacionar o desafio de
um aprendizado contínuo, centrado no aprendente, crítico, reflexivo, inovador, flexível
fazendo frente às barreiras de tempo e espaço e ajustando-se às necessidades e
demandas contemporâneas.
Por educação a distância entende-se o
processo de ensinar e aprender que está mediado pelas tecnologias da informação
e da comunicação (TICs). Esse processo acontece sem que seus protagonistas,
professores e alunos/as, estejam juntos e interagindo no mesmo espaço e tempo,
como ocorre na educação presencial. Deste modo, esta modalidade educacional
demanda a reelaboração dos papéis de professores e alunos nos processos de
ensino e de aprendizagem. Nos dizeres de Moran: “o professor se torna um
supervisor, um animador, um incentivador dos alunos na instigante aventura do conhecimento”
(Moran, 2009).
A EAD representa no cenário educativo
atual uma prática social, de interatividade e de aprendizagem autodirigida
(Belloni, 2006). Dentro desse enfoque, prioriza-se, a construção de saberes
articulada às experiências vividas em módulos temáticos que proporcionam a
aprendizagem autônoma dos estudantes de diversas idades, em grupos ou
individualmente.
Nesse sentido, segundo Valente; Prado;
Almeida (2003), as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) fornecem a
EaD possibilidades de operar promovendo a integração entre os professores e alunos
e aluno-aluno, sendo mais dinâmica, atrativa e possibilitando o desenvolvimento
e exercício da autonomia por parte dos alunos.
Principalmente na EaD o aluno precisa
ser incentivado a desenvolver sua autonomia para garantir a condução e
efetivação de sua aprendizagem, haja vista que não dispõe do acompanhamento
docente presencial e direto para realizar seus estudos. A construção do
material didático, a estruturação das salas de aula virtuais, a escolha e
utilização dos artefatos disponibilizados nos ambientes virtuais de
aprendizagem, o profundo conhecimento da turma, avaliações planejadas e
continuadas e feedbacks constituem medidas de caráter sine qua non ao
bom desenvolvimento de uma disciplina, ajudando a estimular a atitude autônoma
e pesquisadora dos aprendentes.
Em razão dos atores
envolvidos no processo de educação a distância – professores, tutores e
aprendentes – interagirem em momentos e espaços distintos, o estudante precisa
ter a clareza de que deve dirigir seu processo de aprendizagem desenvolvendo
suas capacidades de articulação, disciplina, investigação e construção do conhecimento
a partir dos conteúdos apresentados e das ferramentas de pesquisa à sua
disposição (a exemplo da Internet).
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